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Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo Nacionalista
Bandeira MMDC

MMDC Obelisco

Por: Rosiane Maria de Melo
Poucos monumentos falam tanto da história e do povo da cidade de São Paulo quanto o monumento ao Soldado Constitucionalista de 1932. Também chamado Obelisco do Ibirapuera, está localizado nesse parque e nasceu a partir daquele movimento considerado por historiadores como o maior movimento civil no Brasil do século XX, a chamada Revolução Constitucionalista de 1932, onde o estado de São Paulo, encabeçando a luta por uma Carta Constitucional para o país, pega em armas contra o governo de Getúlio Vargas. Essa “guerra” durou três meses, e dela São Paulo saiu derrotado; segundo estatísticas oficiais, foi 830 o número de mortos.

A despeito da derrota, a iniciativa popular decide que um monumento deveria ser erguido para rememorar às gerações futuras os feitos dos paulistas caídos naquela luta. Assim, em 1933, foi lançada uma subscrição pública para levantar o monumento-mausoléu aos heróis de 1932 .Apesar da iniciativa ter sido popular, nos anos cinqüenta constam duas leis municipais autorizando o Executivo a despender verbas para a construção da homenagem. Segundo a Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, seriam 723 os corpos inumados no obelisco do Ibirapuera.

Em 17 de março de 1937, é aprovado o projeto sob legenda “32”, do arquiteto Mario Edgard H. Pucci - responsável pela parte técnica – e do escultor Galileo Emendabili, pela concepção artística.
Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), esteve em moda na Europa a estética da “monumentomania”, em oposição à “estatuomania”. É a vez do heroísmo em lugar dos méritos e dos talentos. Emendabili, que era italiano e radicara-se no Brasil apenas a partir de 1923, certamente sofreu influência desse movimento. Também ocorrera no Brasil a Semana de Arte Moderna de 1922 e Galileo Emendabili fez-se amigo dos artistas envolvidos, o que nos permite supor que vêm daí os traços modernistas desta obra (vide, por exemplo, os relevos externos que compõem as quatro faces do obelisco: rústicos, largos e ásperos). Ele também foi amigo do poeta paulista Guilherme de Almeida, que escreveu a maior partes das legendas do obelisco.

O obelisco do Ibirapuera plasma em cal e pedra a memória daqueles que lutaram por São Paulo. Soldados e sociedade civil se mobilizaram ativamente em torno daquele movimento, destacando-se o papel atribuído à mulher paulista. O projeto artístico do monumento chama atenção tanto pela idéia geradora (a Revolução Constitucionalista), quanto pela simbologia relativa ao paulista. Quase sempre o povo ali descrito é colocado como especial ou como raça sobre-humana, o que também marca o monumento às Bandeiras, de outro escultor “paulista”, Victor Brecheret.

Alguns aspectos compõem essa simbologia. O monumento possui formato de uma espada que, segundo algumas interpretações, atravessa o coração de São Paulo ao emergir da praça. Voltadas, uma para a avenida 23 de Maio e outra para o parque Ibirapuera, estão as portas do monumento: Porta da Vida (face oriental), que retrata a parte espiritual do movimento e Porta da Glória (face ocidental), onde se encontra descrito o empenho da sociedade civil. Internamente, o obelisco representa um canhão a ser acionado pelo heroísmo paulista no caso de violação da lei constitucional.

Há também toda uma mística em torno do número 9: nove de julho foi a data máxima da Revolução. Nove são os degraus que conduzem à cripta do monumento. A altura do obelisco da base até o topo é de 72 metros (7+2=9); da cripta até o topo, 81 metros (8+1=9); além disso 81 é o quadrado de 9. Se fizermos a soma aritmética destes valores (72+81), teremos 7+2+8+1=18 (1+8=9). Com relação à data de 09/07/32, temos através das medidas utilizadas o seguinte: o número 9 é a raiz quadrada da altura do obelisco (81m), além de sua base quadrangular maior ser também de 9m. O número 7 representa a medida da base menor (7m), situada junto ao vértice do obelisco, e o 32 é a largura da cripta em cruz, que é de 32m. Haveria ainda uma outra simbologia mais complexa, que estaria relacionada à maçonaria.

Tanto por entraves políticos quanto financeiros, a construção do monumento só teve início em 1950, com a assinatura do contrato entre o escultor Emendabili e a Fundação Pró-Monumento e Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 32. O contrato previa o início dos trabalhos para 1951 e término em 1954, com inauguração nas comemorações do quarto centenário da cidade, neste ano. No entanto, isso não ocorreu, tendo a inauguração parcial ocorrido em 09 de julho de 1955 e a conclusão apenas em 1970.

Abaixo, imagens do, à época, Ten Natanael,  no Topo do Obelisco:

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